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segunda-feira, 2 de julho de 2012

SÁBADO PÉ NA JACA X DOMINGO COM PEDAL


Postar de 2ªf anda virando uma regra já, né?

É que eu saio no final de semana, faço várias coisas legais e aí me inspiro pra contar depois, então hoje vou dar duas dicas de programas, que foram coisas que eu fiz mesmo...

A primeira é dica de bar (Ah vá!).

Mas não é um simples bar, é uma mistura de café com bar e restaurante, num ambiente aconchegante (e phynno) nos Jardins (ou em Moema, no Itaim, em Higienópolis, na Vila Madalena, no Cidade Jardim...).

Pra quem não conhece, estou falando do Santo Grão.

Santo Grão Jardins

Dá pra tomar de café a drinks (não necessariamente nessa ordem) e a comida é ótima (como podemos ver nos dois mortos de fome apreciadores da boa culinária abaixo).

 Cappuccino duplo com chocolate

 Caipiroska de frutas vermelhas

Sanduiche de lascas de mignon

Além disso, recomendo o Smoothie Verano, que (acho que) é uma mistura de limão, pêssego, manga (e não sei mais o que rs) e fez o maior sucesso na mesa.

Não conheço as outras unidades, mas acho que elas são mais café mesmo, diferentes da que fica nos Jardins (Rua Oscar Freire, 413), que tem tudo o que eu falei. Então, se alguém conhecer alguma das outras, me avisa que eu atualizo aqui.

Ah e sem esquecer que é Jardãns, então é bom ir no começo do mês, quando o salário tiver acabado de cair, ta?

Mas, se a gente chuta o balde e gasta (sem falar nas calorias a mais) no sábado à noite, domingo de manhã é dia de programa custo zero, ainda mais quando a gente acorda e se depara com um céu assim (ta vendo, vó, aqui também tem céu azul!).


Praticamente todo mundo já foi ou já ouviu falar da ciclofaixa de São Paulo (inclusive mencionada aqui), mas pra quem não conhece, ou não sabe direito como funciona, vamos a algumas informações:

O quê? Algumas ruas e avenidas de São Paulo tem a faixa da esquerda interditada para a circulação de ciclistas.
Quando? Domingos e feriados nacionais das 7h às 16h
Onde? Começou ligando alguns parques da Zona Sul e indo até o Parque Villa-Lobos, mas em 2012 inaugurou trechos também nas Zonas Leste e Norte (mapa completo aqui)

Algumas dicas:
- Pode parecer batido, mas equipamentos de segurança sempre (sério, toda vez eu vejo pelo menos uma pessoa sem capacete). Isso sem falar em água, filtro solar e bla bla bla, né.
- Em dia de sol a ciclofaixa lota, então, se isso for incomodar, melhor sair de casa cedo.
- Pra quem está com pique, o trecho entre o Parque Ibirapuera e o Parque Villa-Lobos é bem gostoso de fazer, e o melhor de tudo pra pata aqui, praticamente sem subidas.
- O trânsito volta ao normal às 16h em ponto, então, se você não está acostumado a pedalar na rua (tipo eu), cuidado com o horário pra não estar longe quando os cones forem retirados (e os motoristas assassinos vierem pra cima de você).

Aí ó, deu pra ter jantar phynno sábado à noite e programa ao ar livre domingo de manhã (ok que é no meio dos carros e tal, mas tá valendo), mostrando, mais uma vez, que não é porque estamos em São Paulo que temos que ficar dentro do shopping com medo de sair de casa (VIU, VÓ!!!).

terça-feira, 26 de junho de 2012

VAMOS ANDAR PRA CASA?

A qualidade de vida de quem mora em São Paulo melhoraria cerca de 74% se o trânsito fluisse bem (percentual calculado por mim, baseado em dados extremamente precisos).

Brincadeiras a parte, um dos maiores problemas que eu vejo no dia-a-dia da cidade é o tempo.

Tempo que você gasta pra ir e voltar do trabalho, tempo que gasta pra sair pro almoço, pra ir ao médico, pra encontrar os amigos. Até sair de São Paulo é um parto (em véspera de feriado então, nem se fala).

E o tanto que a gente se estressa com o trânsito? Xinga, acelera, breca em cima, buzina, dá luz alta.

Pro pessoal do transporte público a coisa é ainda pior. São ônibus lotados, que quebram, demoram pra passar, metrô em manutenção, problemas no trem.

Mas tudo isso fica ainda mais gostoso quando chove. Aí dá vontade de largar tudo e voltar pra Jales sem nem passar em casa pra fazer a mala.

Eu nem preciso ir longe explicando esse tipo de coisa pra quem mora em São Paulo, ou pra quem, como a minha avó, fica em casa vendo o caos pela TV e achando que aqui é o pior lugar do mundo.

Mas tem como diminuir esse transtorno?

Tem gente que consegue fazer home-office, tem gente que faz academia perto do trabalho e deixa pra ir pra casa bem mais tarde, quando o trânsito está melhor, tem gente que, por sorte, mora perto do trabalho e quase não pega trânsito.

E tem gente que, como eu, anda.

Eu sempre gostei de andar e, quando me mudei pra São Paulo, gostava de fazer as coisas a pé pra ir conhecendo a cidade, vendo onde tinham lojas, supermercados e tal.

No final da faculdade, o ônibus que passava perto do meu trabalho pra me levar pra aula demorava uns 40 minutos só pra chegar, então eu também comecei a ir andando (a caminhada em si durava uns 45 minutos, então super valia a pena).

E depois, quando tinha recorde de trânsito e eu estava sem carro, percebi que indo a pé muitas vezes eu deixava o ônibus bem pra trás.

Isso, juntando com o fato de que eu moro num lugar seguro, em que dá pra ir andando mesmo a noite, fez com que, por muitas vezes, eu preferisse caminhar.

E não é que eu more do lado do trabalho, não! Atualmente, pelo caminho que eu faço (um pouco mais longo pra ser mais seguro), dá cerca de 7,5km.

De manhã não, porque eu gosto sempre de dormir até o último minuto (muitas vezes, até além dele) e o ônibus que me traz pro trabalho é vazio, então eu venho como uma madame sentada no meu Mercedez com motorista. Mas no final do dia, que é quando o trânsito costuma ser ainda pior e a gente não tem horário certinho pra chegar em casa, acho que é uma ótima ideia.

Eu vou ouvindo uma musiquinha, páro, compro um sorvete, penso na vida, compro uma pipoca (são 7,5km, poxa! Eu tenho o direito de repor as calorias rs).

E mesmo que você more bem longe e não dê pra fazer o percurso todo a pé, sempre dá pra estudar um jeito de fazer uma parte, quem sabe naquele trecho que é mais iluminado e movimentado (segurança em primeiro lugar, né), em que o trânsito piora e o ônibus lota.

Dependendo do seu trajeto, dá até pra parar em algum lugar pra ver o que a cidade tem de bonito (no meu caminho tem a fonte do Ibirapuera, então direto eu paro uns 5 minutinhos pra olhar um pouco pra ela).

Ah e eu nem mencionei a parte de fazer um exercício básico, que não faz mal pra ninguém.

Então hoje eu decidi que vou fazer uma coisa que eu não faço há um bom tempo: vou voltar a pé pra casa. Aí amanhã eu trago registro fotográfico e atualizo o post, pode ser?

OBS: Tudo isso vale pra bike, que é uma coisa que eu queria testar, mas quando falei disso, minha bicicleta foi confiscada pelo namorado preocupado com a desastrada aqui tomar um capote. Então por enquanto vou ficar só na caminhada.
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ATUALIZAÇÃO

Como prometido, aqui está o registro fotográfico da caminhada de ontem.

Por motivos inexplicáveis, a fonte do Ibirapuera não estava ligada (nunca entendi a lógica dessa fonte, mas ok). Ainda assim, a visão do lago, com o Obelisco (que mal aparece na foto, mas estava lá, iluminado de verde, juro!) e o Monumento do Empurra-Empurra às Bandeiras ainda é bem bonita.

 Monumento às Bandeiras/Ibirapuera

Pra Av. Paulista eu fui pensando em qual ícone registrar, mas não consegui fugir do (clichê) MASP.
 Av. Paulista/MASP

Nesse horário (depois das 20h) a rua já não está lotada e dá pra curtir melhor o passeio sem se preocupar em evitar trombar com as pessoas.

Como ontem o trânsito não estava nada fora do normal, lógico que eu demorei muito mais do que se tivesse ido de ônibus, mas garanto que foi bem mais agradável.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O DE SEMPRE?



Todo mundo acha animal quando um garçom em São Paulo te chama pelo nome e pergunta “O de sempre?” ou são só os meus genes interioranos?

Em Jales, ok, é capaz do dono do bar ser seu amigo e até te pedir ajuda pra fechar o lugar no final da noite, mas aqui em São Paulo eu acho simplesmente sensacional chegar no bar, conhecer os garçons e um deles vir e soltar “Boa noite, Giovanna, vai querer o de sempre?”.

Tinha uma época que eu ia toda semana (às vezes mais de uma vez por semana) num bar perto da minha casa em que as pessoas perguntavam até como estava o meu cachorro e sabiam os drinks que eu queria na ordem certa.

E aí vira um ciclo, né? Quanto mais você volta, mais te conhecem, quanto mais te conhecem, mais você acha legal e volta. 

O bar em si é o At Nine e, só pra variar um pouco, fica do lado da minha casa, lá pro lado da Av. Paulista com a Consolação. Ele começou com dois conceitos bem legais: o estilo speakyeasy e a preparação de drinks com um foco gourmet (nunca imaginei na vida que eu fosse um dia tomar um drink com pepino e outro com wasabi, apesar de preferir de longe um clássico Jack Lemonade). 

Não vou lá há mais de 6 meses, então se as coisas tiverem mudado e não for mais legal, não me culpem, na época valia muito a pena conhecer.

Agora vamos deixar a “phynnesse” de lado e falar de outro desses lugares que, com um mínimo de frequência (eu só fui 1x por semana, toda semana, por quase 1 ano, ta?), o garçom te chama pelo nome e pede a sua caipirinha pro barman quando te vê estacionando o carro.

Num esquema bem boteco, com mesas na calçada e um filé a cavalo fantástico (ok, o famoso lá é o bacalhau, mas como a pessoa aqui não come nada que venha da água, recomendo pedir o filé a cavalo, mais conhecido pelo Beto, o Garçom, como “filé at horse”), o Assembléia é a indicação perfeita pra um almoço feliz pra quem está nas imediações do Paraíso / Vila Mariana / Ibirapuera.

É pra gente ver que, mesmo em São Paulo, se você for com frequência em algum lugar e tiver um mínimo de simpatia (ou, no meu caso, cara de pau mesmo), consegue se sentir um pouco mais “em casa”.

Ah e antes que eu esqueça, o post da Segunda-feira rendeu uma visita de uma colega de trabalho no Balcão, adorei de verdade, Rê!